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  • "Transbordando sentimentos puros em palavras"

    Categoria: Textos

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    For you

    setembro 24, 2014 • Honorato, Sandro

    { Leia ao som de – My Sacrifice }


    “Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já! “

    Por: Martha Medeiros 

    Hoje eu acordei de um sonho turbulento, nele eu via você, meu grande amor se afastando de mim, se tornando cada vez mais invisível. Acordei num pulo, e como você já deve imaginar eu estava muito assustada já que a sensação da perda é muito dura e desconfortável.  Mas ai eu lembrei, você não esta mais aqui, não somos mais um casal feliz como fomos um dia, nada mais é justificável. Então devo me contentar a viver de saudade, lembranças me atormentado nesses dias que se arrastam.
    Me permita te dizer algumas poucas palavras que resume exatamente o que eu sinto por você.
    Lembra quando andávamos de mãos dadas no parque? –  tola lembrança, eu sei, mas foi assim que você me cativou bem aos pouquinhos, na simplicidade dos nossos dias – E quando você me apresentou aos seus pais dizendo que você já havia encontrado a mulher da sua vida, nossa, como eu fiquei radiante naquele dia. 

    Eu nunca esqueci nenhum desses momentos, pois foram eles o motivo da minha alegria, a força dos meus dias, eu estava sendo correspondida. Foram nesses momentos em que eu me libertei dos meus medos e tantos outro clichês. Te agradeço por isso! Porque em cada um desses momentos existia você, tudo se tornava possível para nós, um casal a beira da felicidade em plena harmonia de espírito. Reciprocidade resumia nossa cumplicidade

    Foram essas coisas, aparentemente simples, mas que tornava tudo mais fácil pra mim, porque você fazia parte da minha história.  Eu sempre quis crer que seria você o co-autor da minha história … 

    Sei que não é fácil recordar e não sentir saudade, mas também não é fácil permanecer no escuro, longe de quem se ama a mercê da solidão. 

    Sinto sua falta, não nego, mas também aprendi a viver um dia de cada vez.

    Por mais que eu tente, ainda lembro, me emociono, me despedaço tentando buscar a uma única explicação cabível que justifique a falta que você me faz.
    Mas nesse caminho eu não posso parar por isso tento seguir minha jornada sem sua presença,  percebo que ainda é possível enxergar um horizonte ao fim dessa minha jornada solitária. É como disse o poeta: “Agora, o remédio é partir discretamente, sem palavras, sem lágrimas, sem gestos. De que servem lamentos e protestos, contra o destino?” 

    Eu apenas precisava te dizer em palavras o que as minhas atitudes não conseguem transmitir, busco viver um dia de cada vez – longe de você – não está sendo fácil, mas não será impossível também, afinal o que mais pode ficar de um bom relacionamento se não as coisas positivas que tiramos dele? eu aprendi muito com você, entre todos os aprendizados  um deles foi a ter ainda mais força diante das dificuldades impostas pela vida, você sempre me dizia para não desistir de nada mesmo se o mundo tentar a todo custo me derrubar, você dizia que eu precisava ser forte e não parar, e assim todos os meus sonhos seria possível – você estava certo, mas faltou me ensinar a te esquecer -. 

    Resolvi prosseguir com algumas lembranças na bagagem e com um coração cheio e saudadeporque o sol sempre nasce no outro dia,  assim você me dizia.

    Ah! se eu pudesse voltar no tempo, mudaria tantas coisas, não desistiria de você. Mas pensando bem, você também desistiu de nos. Então só me resta acreditar que um dia a vida ira nos reencontrar trazendo momentos ainda melhores: flores pelo caminho, um amor pra além da vida. 
    Eu acredito  que a vida está apenas rabiscando o rascunho da nossa trajetória até aqui, para depois nos unir com ainda mais força, amadurecimento e coragem . Seremos mais sentimento, mais razão,mais equilíbrio tornando a nossa história uma inspiração. 

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    Fins do mundo

    julho 19, 2017 • Honorato, Sandro
    Era 2012.
    O dia em que os Maias previram que o mundo iria acabar.
    Você se reuniu com amigos,fizeram uma decoração especial, guloseimas, até playlist temática.
    Na hora marcada há não sei quantos séculos atrás, vocês comemoram.
    Sobrevivemos a mais um.
    Assim, leve, divertido. Mal sabia você que a vida iria ser uma sequência de
    “fins do mundo” que chegam sem pedir licença, te desmoronam, marcam uma era.
    Pesados, sisudos, mas necessários.
    Agora, quando o choro sai fácil, suas obrigações se amontoam sem que você tenha o menor interesse em cumpri-las e “ensimesmar” se tornou quase um sinônimo para o seu
    nome, você se entrega. Não dá mais para colocar a sujeira pra debaixo do tapete.
    Carrego nos ombros apenas duas décadas de vida, e já tá pesado.
    Tralha acumulada que só me impede de andar em frente.
    Assim, descobri que não tem nada demais em parar a vida um pouco pra olhar pra dentro.
    Ver o que anda incomodando, como também o que tem feito falta. Ajustar
    prioridades e respeitar meus limites, ciente de que esse processo é contínuo – já
    que a vida não para e a gente muda muito ao longo do trajeto.
    Admito que é assustador. Encarar tópicos que a gente deixou de lado quase que a vida
    inteira, por medo de não saber aonde isso nos levará. Fins de relacionamentos, amizades,
    visões de mundo – no fundo, sabemos sim. É que ignorar é mais fácil. A verdade
    é que o fim do mundo não é essa festa com os amigos, mesmo que acabe tudo bem.  A gente sempre encontra resistência por preferir respeitar a si mesmo em vez de fazer o que esperam de nós.
    É ato de rebeldia contra nossa inércia natural.

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    Samyle S.Textos

    Lucília

    julho 08, 2017 • Honorato, Sandro
    Ele sussurra teu nome aos teus ouvidos como poesia.
    Lu-cí-li-a.
    Antigo, suave aos lábios. Um quê profundo, dirias.
    Então deixas percorrer teu corpo como labirinto, momentaneamente esquecida do amanhã. E uma parte de ti até se pergunta se vai durar.
     A vida te calejou um pouco. O medo de ser esquecida nos recantos do dia a dia está aqui, latente em cada milímetro da tua pele. Ele não percebe, ainda. Não te conheces.
    Vê a mulher forte que te tornastes, como a vida te sorriu. O produto de anos, lapidado. Que, mesmo assim, está insegura em querer demais, esperar demais, se decepcionar demais.
    Quer deixar pra lá, bem sei.
    Tão habituada a ser só.

    Sossega,
    Lucília. Esqueces que não precisas dele pra ser feliz.

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    Des-Pai-Xão

    junho 29, 2017 • Honorato, Sandro
    Des-Pai-Xão
    Não cumpri minha promessa, desculpa.

     

    Aqui estou escrevendo sobre você.
    Talvez seja efeito da garrafa de vodka que deixei vazia sobre a mesa antes de pegar a caneta e rabiscar este texto.
    Ou talvez seja porque a única coisa que sei fazer na vida seja escrever. Porque não aprendi a amar.

     

    Olhe a falta que você já me faz!

     

    Sinto um vazio no peito mas eu não quero que por outra ele seja preenchido.
    Sinto a minha vida se esvair e não encontro um porto a me ancorar.
    Sinto frieza em minhas poesias mas o calor delas se foi contigo.
    Sinto meus lábios se moverem mas as palavras sumiram.

     

    Tem coisas na vida que não tem explicação.
    Queria te fazer feliz mas é impossível já que só um dos lados quer a felicidade e o outro um ombro a se escorar de vez em sempre. Eu também existo quando seus contatinhos não lhe servem, ta?!
    Queria lhe dedicar meu primeiro livro de poesias e dizer ” fiz todas pensando em você “. Mas não se preocupe, no  fundo, os poemas melancólicos ainda são para ti.
    Queria ser seu namorado. Alguém pra vida toda mas você mesma diz que não mandamos no coração. Errada estas, pois estou estou mandando no meu agora e te expulsando, com pesar, daqui.
    O que me restou foram as cartas enviadas e não devolvidas.

     

    Foram os muitos “te amo” que minha boca imunda pronunciou respondidas pelo eco de minha voz na minha cabeça e não por ti.
    Foram os meus textos tristes para me auto-flagelar  no meio das madrugadas.
    Foram os caminhos opostos de quem antes andavam de mãos dadas.
    O que restou foi que em vez de criarmos nossos filhos, nosso jardim florido ou o sonhos de morarmos juntos deixamos nascer esta tal de despaixão

     

    25.06.2017
    05h 02min
    AUTOR: HONORATO, Sandro.

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    Você virou acara pra mim dia desses.  Pela primeira vez.
    E a única coisa que pude pensar foi em como nós poderíamos evitar de se esbarrar por aí daqui em diante.  Não posso culpá-lo.
    Até hoje não entendo como pôde se manter interessado em mim por tanto
    tempo. Não entendo como você encontrou alguém e mesmo assim teimava em me olhar
    com tanto carinho. Um carinho tímido, sim, mas que me constrangia pela
    intensidade. O seu olhar equivalia a um abraço.
    Esses dias tenho preenchido meus pensamentos com os mais diversos pedidos de desculpas que
    nunca darei. O pudor não me permite. Por isso escrevo. Alivia, ainda que pouco,
    esse sentimento de culpa. Não que eu tenha te enganado até aqui, acho que
    sempre fui bastante sincera. Mas não gosto de como as coisas culminaram em você
    me evitando. É estranho perder esse olhar de quem me via melhor do que sou.
    Se pudesse, gostaria de te dizer que eu não sou uma página em branco. Se o fosse, de bom
    grado deixaria você me rabiscar por inteira, certa de que faria um bom
    trabalho. É raro encontrar alguém com um coração tão grande que transborda às vistas
    de todos. Eu o deixaria entrar em minha vida sem rodeios, ainda que para bagunçá-la
    ou pô-la em ordem. Mas cada um sabe os por quês que carrega no peito, e o meu é
    prenome que ainda não se arquivou no passado.

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    Alforria.

    junho 17, 2017 • Honorato, Sandro
    Alforria.
    Não me pergunte se está tudo bem. Sabemos que a resposta vem sendo “não”.
    Está sendo mais difícil do que imaginei, sabe?
    Escrever sempre foi tão fácil mas, você me tira as palavras da boca e agora do papel.
    EU SEI que tu vai ler!
    Você sempre lê o que escrevo e nem um “obrigado” tenho recebido. Provavelmente irei ler um “hum” teu.
    Lembro-me quando você me dilacerou e falou que gostava de outro alguém. Você esqueceu né?
    Quem bate sempre esquece e quem apanha sempre lembra. E sempre lembrarei de você, meu bem.
    Lembrarei das noites batendo papo até um dos lados cederem o sono. Vou lembrar da última vez que te vi pessoalmente e quando te abracei não sabia se ia soltar. Sempre lembrarei das músicas que cantamos um pro outro via áudios no whatsapp. Mas nós sabemos, podíamos ter feito uma melodia melhor para este final. Odeio marcha fúnebre.

    Queria que não fosse assim. Queria te dizer cara a cara. Mas a vida te levou para outro estado e o meu estado hoje é de calamidade pública. Respiro por aparelhos com este sentimento que sabemos que um tem pelo outro mas nenhum dos dois quer admitir. Quer merda de orgulho besta é este ein?

    Eu nunca havia dito a você, mas eu te Amo.
    Daria o meu calor para te aquecer no frio que ai faz.
    Daria minhas poesias para que seus dias fossem sempre iluminados.
    Daria meu sorriso para nunca mais te ver chorar.
    Daria meu restante de vida para viveres bem.
    Eu daria isso tudo mas estou simplesmente lhe dando meu último texto de amor sobre nós.

    Eu tenho prendido sua alma neste recipiente que eu chamo de coração e não tenho deixado você bater asas para o lar que tanto lhe merece. Outro alguém lhe espera e não é este aqui que brinca com poesia.
    Amar é isso, estar preso a um sentimento mas querer que seu amor seja livre ao mesmo tempo.
    Por isso, receba a sua carta de alforria agora. Vá em busca dos teus sonhos. Vá beijar a boca que tanto anseia. Vá abraçar os braços que te aguardam. Vá ser os versos na vida de um verdadeiro poeta.
    01:12

     

    12.06.217

     

    HONORATO, Sandro.

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