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Alforria.

Alforria.

Não me pergunte se está tudo bem. Sabemos que a resposta vem sendo "não".
Está sendo mais difícil do que imaginei, sabe?
Escrever sempre foi tão fácil mas, você me tira as palavras da boca e agora do papel.
EU SEI que tu vai ler!
Você sempre lê o que escrevo e nem um "obrigado" tenho recebido. Provavelmente irei ler um "hum" teu.
Lembro-me quando você me dilacerou e falou que gostava de outro alguém. Você esqueceu né?
Quem bate sempre esquece e quem apanha sempre lembra. E sempre lembrarei de você, meu bem.
Lembrarei das noites batendo papo até um dos lados cederem o sono. Vou lembrar da última vez que te vi pessoalmente e quando te abracei não sabia se ia soltar. Sempre lembrarei das músicas que cantamos um pro outro via áudios no whatsapp. Mas nós sabemos, podíamos ter feito uma melodia melhor para este final. Odeio marcha fúnebre.

Queria que não fosse assim. Queria te dizer cara a cara. Mas a vida te levou para outro estado e o meu estado hoje é de calamidade pública. Respiro por aparelhos com este sentimento que sabemos que um tem pelo outro mas nenhum dos dois quer admitir. Quer merda de orgulho besta é este ein?

Eu nunca havia dito a você, mas eu te Amo.
Daria o meu calor para te aquecer no frio que ai faz.
Daria minhas poesias para que seus dias fossem sempre iluminados.
Daria meu sorriso para nunca mais te ver chorar.
Daria meu restante de vida para viveres bem.
Eu daria isso tudo mas estou simplesmente lhe dando meu último texto de amor sobre nós.

Eu tenho prendido sua alma neste recipiente que eu chamo de coração e não tenho deixado você bater asas para o lar que tanto lhe merece. Outro alguém lhe espera e não é este aqui que brinca com poesia.
Amar é isso, estar preso a um sentimento mas querer que seu amor seja livre ao mesmo tempo.
Por isso, receba a sua carta de alforria agora. Vá em busca dos teus sonhos. Vá beijar a boca que tanto anseia. Vá abraçar os braços que te aguardam. Vá ser os versos na vida de um verdadeiro poeta.
01:12

12.06.217


HONORATO, Sandro.

3 Pensamentos

Em prosa


Você anda com a boca em prosa ultimamente. Esse seu jeito retraído, tão característico, dá lugar aos poucos a uma desenvoltura que você não se acreditava capaz. Andar só tem suas vantagens. Quem diria, não é mesmo? Há um tempo atrás você tinha amigos para a vida inteira. Hoje se descobre um tanto carente de atenção.
A vida pega a gente de surpresa. Até ontem você sabia de tudo.  Nos mínimos detalhes, plano de vida milimetricamente traçado. E hoje você ri dos imprevistos, aprendendo à força a ter jogo de cintura. Está se perdoando mais por não poder fazer tudo, e isso é bom. Está saindo melhor do que o planejado, garanto-lhe.
Há certas coisas que ficam, contudo. Seus passos, já tão apressados, aceleraram-se pela falta de tempo. Os silêncios de olhos inquietos, as mensagens longas de quem parece ter nascido em outra época, essa vontade de ter o mundo inteiro num abraço só. É apenas o corpo o limite. A fadiga da caminhada, o sono que exige repouso. Você tá provando da vida adulta ainda, e já partilha do lamento da sua geração.
E apesar dos pesares, diz que se encontrou. Que está exatamente onde deveria estar. O coração transborda.  A vida está só começando e você mal pode esperar.

Receber um convite para voltar a escrever depois de três anos parada foi uma surpresa. Não pude deixar de sorrir de lado a lado por saber que, embora tenha se passado tanto tempo, alguém ainda lembrava com tanto carinho dos meus textos que queria me ver escrevendo de novo. Meus rabiscos amadores tinham tocado alguém a esse ponto. Aceitei com a certeza de que teria um enorme desafio pela frente, mas muito grata pela oportunidade.
Esse sentimento aumentou ainda mais quando uma outra leitora querida entrou em contato comigo essa semana. Soube que estava no caminho certo.
Demorei mais de duas semanas para escrever meu texto de estreia. Espero não ter decepcionado. Ele me surpreendeu, se querem saber. Para quem só escreve peças de processos há meses, e quase não tem tempo de ler outra coisa que não seja livros para faculdade, saber que não perdi o jeito foi maravilhoso. Para quem tem curiosidade, alguns textos antigos meus estão aqui.
Meu nome é Samyle, prazer. Vou escrever aqui quinzenalmente a partir de hoje. Espero que gostem.

6 Pensamentos

Lado da Cama

Lado da Cama

Toda vez que chegamos ao mês de junho minha cabeça faz questão de lembrar-me de uma coisa: está chegando mais um dia dos namorados.
Eu queria não me importar com isso mas, para um poeta como eu é difícil não lembrar do dia em que as pessoas lembram de amar ao próximo.
Era complicado ver meus amigos comprando presentes e planejando o dia 12 de junho com seus pares e eu aqui planejando qual filme ou anime vou assistir.
Era difícil dar conselhos amorosos quando na verdade eu só escrevo sobre amor. Relacionamentos? Meu relacionamento mais durável continua sendo com este blog (7 anos de matrimônio).
Era foda ler declarações de amor nas redes sociais ou ver as pessoas comprando aqueles cartões de presente com mensagens já escritas sendo que eu faço isso de graça aqui neste pequeno espaço o ano todo.
Eu estive esperando por alguém nos últimos 24 anos de minha vida para ter noção de que no fundo eu nunca precisei de alguém.
Talvez, eu seja o amigo de todos e nunca o amor da vida de outra pessoa.   Como eu seria tudo na vida de outra garota se eu não valorizo a mim mesmo?
Por isso, eu digo a quem estar solteiro para relaxar.
Se ame. Faça as coisas que você goste de fazer. Assista seus filmes favoritos. Vá no cinema. Leia um livro, dois, três. Viaje. Saia para os lugares que sempre quis ir.
Tudo por conta própria. Curta sua própria companhia.


Aproveite enquanto você ainda pode escolher o seu lado na cama.

AUTOR: HONORATO, Sandro.


4 Pensamentos

Honorato`s Songs #59

Olá,
Como vão?
Hoje faz uma semana que Chis Cornell, vocalista do Audioslave e Soundgarden nos deixou.
Venho deixar minha homenagem com esta música que eu curto do Audioslave.
Abraços

Audioslave – Doesn`t Remind Me (Não me lembra)
I walk the streets of Japan till I get lost
Eu ando pelas ruas do Japão até ficar perdido
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada
With a graveyard tan carrying a cross
Com um bronzeado de cemitério e carregando uma cruz
It doesn't remind me of anything
Isso não me lembra nada
I like studying faces in a parking lot
Gosto de analisar rostos no estacionamento
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada
I like driving backwards in the fog
Gosto de dirigir de ré na neblina
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada

The things that I've loved, the things that I've lost
As coisas que amei, as coisas que perdi
The things I've held sacred, that I've dropped
As coisas que julguei sagradas e depois abandonei
I won't lie no more, you can bet
Não vou mais mentir, pode apostar
I don't want to learn what I'll need to forget
Não quero aprender coisas que precisarei esquecer

I like gypsy moths and radio talk
Eu gosto de mariposas e conversas de rádio
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada
I like gospel music and canned applause
Gosto de música gospel e palmas artificiais
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada
I like colorful clothing in the sun
Gosto de roupas coloridas ao sol
'Cause it doesn't remind me of anything]
Pois isso não me lembra nada
I like hammering nails and speaking in tongues
Gosto de martelar pregos e de falar em outras línguas
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada

The things that I've loved, the things that I've lost
As coisas que amei, as coisas que perdi
The things I've held sacred, that I've dropped
As coisas que julguei sagradas e depois abandonei
I won't lie no more, you can bet
Não vou mais mentir, pode apostar
I don't want to learn what I'll need
Não quero aprender coisas que precisarei

Bend and shape me
Me molde
I love the way you are
Eu amo o seu jeito de ser
Slow and sweetly
Lenta e docemente
Like never before
Como nunca antes
Calm and sleeping
Calma e dormindo
We won't stir up the past
Não vamos falar do passado
So discretely
Tão discretamente
We won't look back
Não vamos olhar para trás

The things that I've loved, the things that I've lost
As coisas que amei, as coisas que perdi
The things I've held sacred, that I've dropped
As coisas que julguei sagradas e depois abandonei
I won't lie no more, you can bet
Não vou mais mentir, pode apostar
I don't want to learn what I'll need
Não quero aprender coisas que precisarei

I like throwing my voice and breaking guitars
Eu gosto de forçar a voz e de quebrar guitarras
'Cause it doesn't remind me of anything
Pois isso não me lembra nada
I like playing in the sand, what's mine is ours
Gosto de brincar na areia, o que é meu é seu
If it doesn't remind me of anything
Se isso não me lembrar nada

2 Pensamentos

Vagalume

Olá,
Como vão?
Hoje vou deixar com vocês uma poesia sobre aquele amor conhecido pela pessoa amada e nada correspondido.
Espero que vocês gostem.
Abraços.


Vagalume

Você lembra de mim as vezes
E eu não te tiro da cabeça nunca
Você é a personificação das minhas poesias
E não sabe que para ti as escrevo

Você ri das piadas por ai contadas
E eu sofro por não fazê-la sorrir
Você brinca com meu coração
E eu insisto em jogar teu jogo

Você ilumina minha vida a noite
E desaparece quando a manhã chega
Você voa entre meus sonhos
E não pousa para realiza-los

Você é a paixão da minha vida
E eu não sei dizer isso cara-a-cara
Você vive da minha paixão
E eu deste Amor Vagalume.

AUTOR: HONORATO, Sandro.


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Laços de Sangue

Olá,
Como vão?
Hoje vou deixar uma homenagem a uma pessoa que eu aprendi a considerar com uma segunda mãe.
Espero que goste desta poesia :)
Abraços a todos.

Laços de Sangue

Não precisou estar em uma constelação
Para brilhar como toda estrela
Não precisou de vários versos
Para terminar em poesia

Não precisou estar perto
Para se fazer presente
Não precisou de palavras
Para se facilmente compreender

Não precisou do abraço
Para me consolar na tristeza
Nem precisou estar sorrindo
Para saber que estava contente

Não precisou ser do mesmo sangue
Para sermos da mesa família
Não precisou que eu chamasse de mãe
Para que eu me considerasse seu filho.

AUTOR: HONORATO, Sandro.

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