Ele sussurra teu nome aos teus ouvidos como poesia.
Lu-cí-li-a.
Antigo, suave aos lábios. Um quê profundo, dirias.
Então deixas percorrer teu corpo como labirinto, momentaneamente esquecida do amanhã. E uma parte de ti até se pergunta se vai durar.
A vida te calejou um pouco. O medo de ser esquecida nos recantos do dia a dia está aqui, latente em cada milímetro da tua pele. Ele não percebe, ainda. Não te conheces.
Vê a mulher forte que te tornastes, como a vida te sorriu. O produto de anos, lapidado. Que, mesmo assim, está insegura em querer demais, esperar demais, se decepcionar demais.
Quer deixar pra lá, bem sei.
Tão habituada a ser só.
Sossega,
Lucília. Esqueces que não precisas dele pra ser feliz.
Lucília. Esqueces que não precisas dele pra ser feliz.












