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  • "Transbordando sentimentos puros em palavras"

    Posts arquivados em: Mês: junho 2024

    HonoratoPoesia

    Aguanizando

    junho 03, 2024 • Honorato, Sandro

    Olá, como vão?
    O texto de hoje foi criado em 2016 depois da tragédia com a barragem em Mariana.
    E, infelizmente, o mesmo aconteceu em 2019 em Brumadinho – MG.
    E juntando a tudo isso, dia 05 de junho é “comemorado” o Dia Mundial do Meio Ambiente e creio que é um texto também para conscientização.
    Espero que gostem da poesia, apesar de representar um momento difícil para todos nós.
    Abraços

    Aguanizando
    Cadê a vida que aqui existia?
    Mataram nossas riquezas naturais
    Pela simples negligência humana

    Cadê a água que aqui passava?
    Lembro-me de tomar banho ali na beira
    Que hoje é um amontoado de lama

    Cadê os surfistas nas ondas de Regência?
    Como o seu jeito leve de viver
    Agora vemos tsunamis de barro

    Cadê o som das redes de pesca?
    As iscas que são jogadas agora
    Só trazem lágrimas, tristeza e dejetos

    Cadê a venda dos ribeirinhos?
    Famílias inteiras passam fome
    Enquanto acionistas e presidentes se esbaldam por ai

    Cadê o cheiro suave daqui?
    Cadê o sabor daqui?
    Devolvam nosso rio doce!

    Cadê a voz me acordando deste pesadelo?
    Enquanto isso, vamos aguanizando
    Assistindo a justiça escorrer rio abaixo.

    AUTOR: HONORATO,Sandro.

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    Aguanizando

    junho 03, 2024 • Honorato, Sandro

    Olá, como vão?
    O texto de hoje foi criado em 2016 depois da tragédia com a barragem em Mariana.
    E, infelizmente, o mesmo aconteceu em 2019 em Brumadinho – MG.
    E juntando a tudo isso, dia 05 de junho é “comemorado” o Dia Mundial do Meio Ambiente e creio que é um texto também para conscientização.
    Espero que gostem da poesia, apesar de representar um momento difícil para todos nós.
    Abraços

    Aguanizando
    Cadê a vida que aqui existia?
    Mataram nossas riquezas naturais
    Pela simples negligência humana

    Cadê a água que aqui passava?
    Lembro-me de tomar banho ali na beira
    Que hoje é um amontoado de lama

    Cadê os surfistas nas ondas de Regência?
    Como o seu jeito leve de viver
    Agora vemos tsunamis de barro

    Cadê o som das redes de pesca?
    As iscas que são jogadas agora
    Só trazem lágrimas, tristeza e dejetos

    Cadê a venda dos ribeirinhos?
    Famílias inteiras passam fome
    Enquanto acionistas e presidentes se esbaldam por ai

    Cadê o cheiro suave daqui?
    Cadê o sabor daqui?
    Devolvam nosso rio doce!

    Cadê a voz me acordando deste pesadelo?
    Enquanto isso, vamos aguanizando
    Assistindo a justiça escorrer rio abaixo.

    AUTOR: HONORATO,Sandro.

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