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  • "Transbordando sentimentos puros em palavras"

    Categoria: Samyle S.

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    Receio que não hei de suportar por muito tempo, os problemas estão me consumindo, já me tiraram o chão. O que farei? Me pergunto pela milésima vez e a resposta, como sempre, não vem.
    A solidão-e digo a verdadeira solidão, aquela que apesar de estar rodeado por varias pessoas, você se sente incrivelmente só-está me destruindo aos poucos, ela é um veneno lento, sim, propositalmente lento para aumentar a agonia de sua vitima. Até os meu queridos livros já não me entretém, só me trazem mais e mais problemas que não são meus e estou farta de tudo.
    Ora, mesmo as pessoas mais queridas só me dirigem palavras repreendedoras quando, na verdade, o que mais preciso é de um Ei, você não me parece bem, quer desabafar? Oh, como estou necessitada de algo assim, ultimamente as lágrimas turvam minha visão a todo instante que estou só! As pessoas se esquecem que, apesar de não gostar de demonstrar minha tristeza, eu também a sinto como qualquer um, eu também sou feita de carne e osso, a única diferença é que uso uma armadura pra esconder minha vulnerabilidade e assim muitos me veem como um coração de pedra.
    Sabe, eu também passo por todas essas crises da adolescência entretanto sou sábia (ou tola) o bastante para resolver tudo sozinha.


    Onde estás, alegria? Por onde andas, minha paz interior?

    Abandonaram-me.

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    Ontem ouvi alguém dizer que um simples bom-dia pode fazer milagres no ânimo das pessoas. Meti-me à pensar. Lembrei-me de todas as vezes em que estava desanimada e alguém veio me cumprimentar sorrindo; imediatamente sorri de volta e senti uma pitada de alegria.
    Culpa desse meu reflexo absurdo que não consegue destratar o próprio Hitler se ele for gentil comigo. Brincadeiras à parte, cheguei a esta conclusão: eu só acho que educação requer educação, gentileza requer gentileza; este é um ciclo vicioso no qual não vejo problema algum.
    Pena que nem todo mundo é assim. Tenho uma colega, por exemplo, que já foi uma grande amiga, mas a sua antipatia a isolou do mundo. Quase ninguém gosta dela e quem tenta se aproximar é recebido com arrogância e indiferença. Nem sempre é assim, é verdade; há uns dias milagrosos em que está de bom humor. Mas ela é a prova viva de que cumprimentos não funcionam com todo mundo.
    A partir desse contraste, percebi que felicidade depende da disposição de cada um. No meu caso, alegria pega. É inegável que sou dramática, quem lê meus textos logo percebe, minha colega também o é. A nossa grande diferença é que não me deixo dominar por este defeito. Eu sei usá-lo à meu favor quando escrevo, no dia-a-dia tento ser tolerante.
    Acho que isso vem dando certo, pois me considero uma pessoa feliz. Talvez a felicidade só venha para quem está de braços abertos para recebê-la, afinal, não há como passar através de uma porta trancada. Tampouco, não há como ser feliz quando se opta pela melancolia.

    Samyle S.

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    Livros sempre me induzem à reflexões. Principalmente quando se trata da minha querida Jane Austen. E, enquanto lia Razão e Sensibilidade, passei a ver uma critica fortíssima à mim mesma. Eu me vi nos defeitos de Elinor e Marianne.
    A começar com Marianne, a “sensibilidade”. Ela é uma jovem de dezesseis anos, apaixonada pelas artes e exigente em relação ao amor. Apesar de ser nova, crê-se madura e de opiniões corretas; é teimosa, de imaginação fértil e se entrega totalmente as suas emoções. E eu tenho um pouco disso, eu sou de moldar o meu par perfeito e, quando encontro alguém que se encaixe na maioria das exigências, dou asas a minha imaginação e, em seguida, passo a acreditar em um belo final feliz.
    Evidentemente, isso só me causou decepções. Com o tempo, passei a dar valor aos defeitos, à procurá-los, à gostar deles. Eu já não acredito em pessoas perfeitas, e não confio naquelas que aparentam ser, embora continue com algumas exigências. Infelizmente, exigências até com os defeitos.
    Uma das passagens mais criticas do livro é quando Marianne quase definha por causa da sua desilusão amorosa; sou, de certo modo, assim. Eu me entrego de corpo e alma as minhas emoções, mas em segredo, como Elinor. Tal reflexão me lembrou de uma frase da Natália Klein: “eu seria uma suicida nata se não fosse o meu egocentrismo exacerbado. Eu sou boa demais para morrer, seria um desperdício.”
    O que me traz a Elinor, a “razão”. Ela é uma jovem de dezenove anos que, por ter mais juízo que o resto da sua família, se vê obrigada a resolver todos os seus problemas e a “carregar o mundo” sobre os seus ombros. Ela procura sempre a lógica em tudo, supondo que isso apaziguaria todas as suas emoções.
    Eu, por ser a filha mais velha, sempre tive responsabilidades e me vejo na obrigação de ser madura para poder cumpri-las. Tento ser adulta antes do tempo, me forço a ser um bom exemplo, como Elinor. Isso te impede de aproveitar as etapas da vida, no caso dela, o amor e a desilusão porque tinha uma Marianne deprimida. Ela teve de trancar tudo dentro de si para não deixar a família mais preocupada, tendo como único refúgio a razão, que lhe sustenta.
    Com este livro, acho que Austen quis passar isto: você não deve ser nenhum extremo, tudo em exagero é ruim. Você deve ser racional, mas têm de se permitir sentir; deve ter exigências quanto ao caráter e não segundo os seus preconceitos; ter emoções, mas não se deixar guiar por elas. Em suma, um equilíbrio entre razão e sensibilidade.

    Samyle S.

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    Odeio esse complexo de superioridade. Se pudesse escolher, preferiria ter ao meu lado alguém que crê-se inferior e de baixa auto-estima do que pessoas que não sabem o que é uma “critica”. E o pior é que tenho uma amiga assim. Ela é aquele tipo de gente que, se você lhe mostra algo diferente do qual gosta, diz que não é tão bom enquanto te olha com um misto de arrogância e indiferença. O que é extremamente irritante.
    Eu posso estar sendo infantil, mas o fato de que tal comportamento foi repetido inúmeras vezes deve me dar o direito de tirar esta conclusão: ela se acha superior a qualquer pessoa que seja diferente demais dela.  E como o mundo é um conjunto de pessoas distintas, suponho que “X” — por assim dizer — crê-se a Rainha da Terra ou do Bom Gosto.
    Okay, e quem sou eu para julgar? Devo estar me esquecendo do meu preconceito musical, de como fuzilo pelo olhar pessoas que escutam forró e sertanejo estilizado perto de mim e, principalmente, funk — porque, afinal, uma pessoa dessas não pode ser decente escutando e cantando músicas tão vulgares. Mas onde entra o respeito?
    A nossa sociedade é formada por gente de etnias, crenças e “criações” — refiro-me a educação recebida em casa — diferentes. Mas todas, sem exceção, merecem respeito. E respeito implica dar o mesmo tratamento que você daria a alguém que considera seu igual ou, no caso, que possua a mesma opinião que a tua.
    Voltando a “X”, digo: e uma pessoa que gosta da música de caras que dançam como garotas, de vozes afeminas e finas, no ritmo eletrônico e, para completar, em japonês, definitivamente não tem bom gosto. Nem por isso eu a olhei de modo arrogante e com ar superior enquanto dizia “eu não gostei”. Também não fiz isso quando me mostrava páginas na internet que gostava, feitas por pessoas absolutamente normais, cujos textos eram absolutamente dramáticos. Eu continuei prestando a máxima atenção no que dizia, sendo simpática e amigável, apesar de estar nítido que não estava achando tão bom assim. E ponto. Isso não machuca coisa alguma, não fere os sentimentos de ninguém.
    Isso é o que se chama de educação.

    Samyle S.
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    Eles se escolheram

    outubro 07, 2012 • Honorato, Sandro

    Vestido branco. Flores cor-de-rosa. Tiara na cabeça. Além da igreja lotada, do sorriso teimoso e bobo que decora o seu rosto ou da mãe caprichosa, igualmente feliz, como se estivesse se casando uma segunda vez. Por que não dizer que tudo esta simplesmente esplêndido? É essa, sem dúvida, a palavra que define tudo. Afinal, ele a escolheu.
    Mais de sete bilhões de pessoas no mundo, mas ele a escolheu. Apesar de ser perfeccionista, da aparência comum e um  tanto arrogante. Apesar do sorriso amarelo, do cabelo bagunçado do dia-a-dia ou das celulites e varizes. Ele a escolheu.
    A noiva entra, desfilando no tapete vermelho, enquanto o noivo, também vestido de branco, dá um sorriso torto. Os seus olhos, embora inquietos, não desviavam dos dela. O corpo treme, nervoso. Contudo, em êxtase. Afinal, ela o escolheu.
    O escolheu. Apesar de todas as brigas e das diferenças que possuíam. De algum modo, aprenderam a conviver com isto, a aceitar a liberdade do outro e a respeitar a mesma. Aprenderam que discutir por coisas bobas é banal e que uma conversa aberta faz milagres. Quem diria?! Logo eles, tão diferentes, tão distintos, se tornaram um só. Foi bem simples, ele decidiram se completar, fazer com que as qualidades de um encubram os defeitos do outro. E juraram que não tomariam camundongos por hipopótamos, ou seja, não discutiriam por coisas vãs, como a famosa pasta de dente.
    Porque eles se escolheram. E quando se escolhem, fazem de tudo para dar certo.

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    A Essência do Amor

    setembro 23, 2012 • Honorato, Sandro

    Um breve passeio com meu amigo me rendeu uma boa reflexão. Eis que vim compartilha-la com vocês, meus queridos leitores.
    Sabe aqueles amigos que andam abraçados com as amigas como se fossem casais? Pois bem, estava com um desses, rumo à um evento literário, de mãos dadas e entrelaçadas. Primeiramente, fiquei um tanto insegura pois era a primeira vez que caminhava com  um rapaz assim, tão próximos, rindo e conversando frivolidades, como se fossemos aqueles namorados perfeitos de filmes clichês — algo que nunca experimentei, infelizmente.
    Não vou negar que no fundo do meu coração senti aquele famoso “algo a mais”, mesmo que seja momentâneo; mas a questão não é esta. O que de fato importa é que pela primeira vez entendi onde se fundamenta o amor. Eu sinto te dizer, prezado namorador(a), que não está no contato físico: nos beijos ou no sexo. Isso nem é modo de demonstrar amor, é de aproveitá-lo. Entende a diferença?
    O amor é demonstrado através daquele olhar apaixonado, naquele sorriso bobo e aparentemente sem motivo que decora o seu rosto mesmo quando ele, inconscientemente, diz tolices ou quando não esboça nenhum riso irônico ao ouvir os comentários absurdos que já chegaram a dizer a seu respeito, resumindo-se a franzir o cenho, como se isso fosse a coisa mais ridícula e ilógica que alguém poderia ter dito. Em suma, é esse conhecimento do outro, esta confiança implícita e mútua, são essas conversas irrelevantes, embora deliciosas, que fazem toda a diferença. Porque, antes de namorado, ele é seu amigo. Nunca esqueça disso.

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