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  • "Transbordando sentimentos puros em palavras"

    Categoria: Samyle S.

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    A Carta

    fevereiro 12, 2012 • Honorato, Sandro

    Anne estava naquele seu pequeno apartamento, um turbilhão de lembranças invadiam seus pensamentos, imagens boas e ao mesmo tempo lhe faziam derramar lágrimas de saudade. Foi para o quarto e pegou uma caixinha em baixo da cama onde guardava as cartas que nunca foram enviadas. Escolheu uma aleatoriamente e começou a ler em voz alta.
    Querido Fred,
    Não sei como posso expressar a falta que você me faz, ainda não entendi como você se foi, para longe, para longe de mim. Não sei o que fiz para você ir, pergunto-me se meu amor não foi suficiente para faze-lo ficar, se todos os meus problemas acabaram com o amor que você dizia ter por mim. Não encontro uma resposta coerente para tudo isso Frederico,  mas isso não importa mais, né?
    Agora você deve estar abraçando outra enquanto assiste O Senhor do Anéis e eu fui deixada para trás, procurando a sorte.
    Ela já não aguentava mais aquilo, jogou todas as cartas no chão e enxugou as lágrimas que rolavam livres em seu rosto e tentou se consolar. Sentiu aquele velho abraço a envolvendo pela cintura e fechou os olhos esperando aproveitar seu devaneio. Então um sussurro emocionado no seu ouvido a mostrou que não estava sonhando.
    -Eu nunca entendi muito bem de sentimentos como você, Anne. Sabe que não queria me apegar a ninguém, eu tive que ir para o outro lado do país para perceber que você agora faz parte de mim e ninguém poderia ocupar esse espaço.

    ——————————————–

    Espero que tenham gostado desse pequeno conto que fiz, está bem simples, mas foi uma ideia ao meu ver maravilhosa, me digam se gostaram ou não, gosto de ouvir a opinião dos outros para poder melhorar! Gostou do texto? Tem mais no meu blog, o Dear Diary Sucker.

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    Ontem ouvi alguém dizer que um simples bom-dia pode fazer milagres no ânimo das pessoas. Meti-me à pensar. Lembrei-me de todas as vezes em que estava desanimada e alguém veio me cumprimentar sorrindo; imediatamente sorri de volta e senti uma pitada de alegria.
    Culpa desse meu reflexo absurdo que não consegue destratar o próprio Hitler se ele for gentil comigo. Brincadeiras à parte, cheguei a esta conclusão: eu só acho que educação requer educação, gentileza requer gentileza; este é um ciclo vicioso no qual não vejo problema algum.
    Pena que nem todo mundo é assim. Tenho uma colega, por exemplo, que já foi uma grande amiga, mas a sua antipatia a isolou do mundo. Quase ninguém gosta dela e quem tenta se aproximar é recebido com arrogância e indiferença. Nem sempre é assim, é verdade; há uns dias milagrosos em que está de bom humor. Mas ela é a prova viva de que cumprimentos não funcionam com todo mundo.
    A partir desse contraste, percebi que felicidade depende da disposição de cada um. No meu caso, alegria pega. É inegável que sou dramática, quem lê meus textos logo percebe, minha colega também o é. A nossa grande diferença é que não me deixo dominar por este defeito. Eu sei usá-lo à meu favor quando escrevo, no dia-a-dia tento ser tolerante.
    Acho que isso vem dando certo, pois me considero uma pessoa feliz. Talvez a felicidade só venha para quem está de braços abertos para recebê-la, afinal, não há como passar através de uma porta trancada. Tampouco, não há como ser feliz quando se opta pela melancolia.

    Samyle S.

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    Odeio esse complexo de superioridade. Se pudesse escolher, preferiria ter ao meu lado alguém que crê-se inferior e de baixa auto-estima do que pessoas que não sabem o que é uma “critica”. E o pior é que tenho uma amiga assim. Ela é aquele tipo de gente que, se você lhe mostra algo diferente do qual gosta, diz que não é tão bom enquanto te olha com um misto de arrogância e indiferença. O que é extremamente irritante.
    Eu posso estar sendo infantil, mas o fato de que tal comportamento foi repetido inúmeras vezes deve me dar o direito de tirar esta conclusão: ela se acha superior a qualquer pessoa que seja diferente demais dela.  E como o mundo é um conjunto de pessoas distintas, suponho que “X” — por assim dizer — crê-se a Rainha da Terra ou do Bom Gosto.
    Okay, e quem sou eu para julgar? Devo estar me esquecendo do meu preconceito musical, de como fuzilo pelo olhar pessoas que escutam forró e sertanejo estilizado perto de mim e, principalmente, funk — porque, afinal, uma pessoa dessas não pode ser decente escutando e cantando músicas tão vulgares. Mas onde entra o respeito?
    A nossa sociedade é formada por gente de etnias, crenças e “criações” — refiro-me a educação recebida em casa — diferentes. Mas todas, sem exceção, merecem respeito. E respeito implica dar o mesmo tratamento que você daria a alguém que considera seu igual ou, no caso, que possua a mesma opinião que a tua.
    Voltando a “X”, digo: e uma pessoa que gosta da música de caras que dançam como garotas, de vozes afeminas e finas, no ritmo eletrônico e, para completar, em japonês, definitivamente não tem bom gosto. Nem por isso eu a olhei de modo arrogante e com ar superior enquanto dizia “eu não gostei”. Também não fiz isso quando me mostrava páginas na internet que gostava, feitas por pessoas absolutamente normais, cujos textos eram absolutamente dramáticos. Eu continuei prestando a máxima atenção no que dizia, sendo simpática e amigável, apesar de estar nítido que não estava achando tão bom assim. E ponto. Isso não machuca coisa alguma, não fere os sentimentos de ninguém.
    Isso é o que se chama de educação.

    Samyle S.
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    Eles se escolheram

    outubro 07, 2012 • Honorato, Sandro

    Vestido branco. Flores cor-de-rosa. Tiara na cabeça. Além da igreja lotada, do sorriso teimoso e bobo que decora o seu rosto ou da mãe caprichosa, igualmente feliz, como se estivesse se casando uma segunda vez. Por que não dizer que tudo esta simplesmente esplêndido? É essa, sem dúvida, a palavra que define tudo. Afinal, ele a escolheu.
    Mais de sete bilhões de pessoas no mundo, mas ele a escolheu. Apesar de ser perfeccionista, da aparência comum e um  tanto arrogante. Apesar do sorriso amarelo, do cabelo bagunçado do dia-a-dia ou das celulites e varizes. Ele a escolheu.
    A noiva entra, desfilando no tapete vermelho, enquanto o noivo, também vestido de branco, dá um sorriso torto. Os seus olhos, embora inquietos, não desviavam dos dela. O corpo treme, nervoso. Contudo, em êxtase. Afinal, ela o escolheu.
    O escolheu. Apesar de todas as brigas e das diferenças que possuíam. De algum modo, aprenderam a conviver com isto, a aceitar a liberdade do outro e a respeitar a mesma. Aprenderam que discutir por coisas bobas é banal e que uma conversa aberta faz milagres. Quem diria?! Logo eles, tão diferentes, tão distintos, se tornaram um só. Foi bem simples, ele decidiram se completar, fazer com que as qualidades de um encubram os defeitos do outro. E juraram que não tomariam camundongos por hipopótamos, ou seja, não discutiriam por coisas vãs, como a famosa pasta de dente.
    Porque eles se escolheram. E quando se escolhem, fazem de tudo para dar certo.

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    A Essência do Amor

    setembro 23, 2012 • Honorato, Sandro

    Um breve passeio com meu amigo me rendeu uma boa reflexão. Eis que vim compartilha-la com vocês, meus queridos leitores.
    Sabe aqueles amigos que andam abraçados com as amigas como se fossem casais? Pois bem, estava com um desses, rumo à um evento literário, de mãos dadas e entrelaçadas. Primeiramente, fiquei um tanto insegura pois era a primeira vez que caminhava com  um rapaz assim, tão próximos, rindo e conversando frivolidades, como se fossemos aqueles namorados perfeitos de filmes clichês — algo que nunca experimentei, infelizmente.
    Não vou negar que no fundo do meu coração senti aquele famoso “algo a mais”, mesmo que seja momentâneo; mas a questão não é esta. O que de fato importa é que pela primeira vez entendi onde se fundamenta o amor. Eu sinto te dizer, prezado namorador(a), que não está no contato físico: nos beijos ou no sexo. Isso nem é modo de demonstrar amor, é de aproveitá-lo. Entende a diferença?
    O amor é demonstrado através daquele olhar apaixonado, naquele sorriso bobo e aparentemente sem motivo que decora o seu rosto mesmo quando ele, inconscientemente, diz tolices ou quando não esboça nenhum riso irônico ao ouvir os comentários absurdos que já chegaram a dizer a seu respeito, resumindo-se a franzir o cenho, como se isso fosse a coisa mais ridícula e ilógica que alguém poderia ter dito. Em suma, é esse conhecimento do outro, esta confiança implícita e mútua, são essas conversas irrelevantes, embora deliciosas, que fazem toda a diferença. Porque, antes de namorado, ele é seu amigo. Nunca esqueça disso.

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    Liguei  o chuveiro e deixei a água me limpar, soltei as lágrimas que há muito guardava, tentei fazer com que os problemas e as dúvidas escorressem pelo ralo. Fingi que estava bem. Embora não esteja.
    Percebi que a dor continuava guardada aqui dentro, pequena, porém viva. As dúvidas não acabaram, as certezas ainda eram pouquissímas e os problemas, os quais é bem provavel que eu os tenha criado, continuavam sendo barreiras altas demais para serem escaladas.
    Eu continuei me importando.
    O que tanto me aflingi é saber que ainda sou aquela menina tolinha que se apaixona fácilmente e você, considerando que eu esteja lúcida, parece ter saído dos meus sonhos de criança, da época em que dizia que “o meu marido teria uma pele bem branquinha, o cabelo e os olhos negros e seria bem mais alto do que eu”, e, acredite se quiser: um rosto muito parecido com o seu me vinha à mente.
    No entanto, já tenho maturidade o suficiente para perceber pelos seus modos que, provavelmente, você seja um rapaz volúvel, que “ama” alguém por um dia e, no seguinte, se apaixona por outra sem nunca se apegar a ninguém. Eu notei em ti uma certa insensibilidade às palavras que tanto me abalaram naquela palestra jovem sobre, justamente, amor e namoros.
    É por isso que estou aqui há tanto tempo, refletindo, é por me importar com você, com o que acho que comecei a sentir por ti. É por me importar em não me ferir e, do mesmo modo, em conseguir a felicidade, o aconchego, que encontro na tua presença.
    Estou achando que quero correr riscos, apesar de tudo. Ao menos uma vez, não vou ficar esperando que as coisas caiam do céu. Talvez, eu esteja me preparando para “brincar com fogo” ao amar alguém inconstante, entretanto, há a probabilidade de o meu julgamento estar errado…
    Desliguei o chuveiro e sussurrei: “Desta vez, prometo, não chorarei por coisas vãs. Eu apenas seguirei em frente, começarei do zero, de cabeça erguida”.

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